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quinta-feira, 10 de abril de 2014

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É com essa teórica falta de palavras que escrevo, como sempre fiz - depois de longas horas de reflexão - e ainda assim nunca sei por onde começar. É que agora bateu aquela vontade, sabe. Aquela que a gente sente que precisa dizer algo, mas não sabe o quê. Ou sabe que poderia falar mil coisas, mas essa desordem na cabeça não ajuda as mãos a serem mais organizadas. Aquela vontade que de tão reprimida, chega a doer aqui dentro. Dá um nó na garganta, um aperto no peito e a gente fica estático. A vida para enquanto não colocamos pra fora. Mas como é difícil, meu deus!
Talvez fosse mais simples se eu soubesse desenhar, pintar, faria uma tela e exibiria. Talvez compreendessem num minuto a intensidade do que sinto, ou talvez não, já que essas abstrações são difíceis de definir ou explicar (desenhar o quê?). Talvez se eu entendesse de algoritmos, código binário e outras nerdices, fazer um programa pra mostrar que no fim é isso e sempre vai ser! Compor uma música, quem sabe! Cantar esse sentimento bem alto, que queima aqui dentro, que é forte e só fica cada vez mais! Porque eu sei que ninguém sabe e nem teria como saber o que eu sinto (mas, e quem quer saber?). Porque é verdade, não sei demonstrar. Só sei escrever, é tudo que sei e ainda assim não é o suficiente, porque palavras podem carregar essa energia invisível que todos dizem, mas sem as atitudes, sem algo visível, é mesmo difícil de acreditar. 
Na verdade, acho que esse talento já virou sintoma.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Um novo prisma

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Decidi parar de lamentar as coisas ruins que me acontecem. Talvez isso tenha chegado um pouco tarde pra mim (talvez esse texto seja um daqueles de renovação de esperança que se lê muito e se faz também a cada fim ou começo de ano), tendo em vista os últimos acontecimentos - alguns, melhor não citar, mas vale dizer que é uma dor quase insuportável assistir o sofrimento de quem você ama, sem poder fazer nada... Só assistir. É, não tinha como ser diferente.

Por vezes me forcei a acreditar que tantos fatos terríveis na minha vida só podiam ser castigo de um suposto Deus por eu ter pecado tantas vezes. "Por que minha estrela não brilha?" Cheguei a ir à igreja numa busca incessante pela iluminação divina. De nada adiantou! Não dá. Não consigo ter essa fé que sei que muitas pessoas tem. Não consigo acreditar que existe alguém ou algo superior que está enxergando tudo e todos, manipulando como se fôssemos uma peça em um grande tabuleiro, onde só ganhamos ou perdemos se Ele quiser. Não é revolta, não é rebeldia... Eu simplesmente não consigo. Pra mim, é como se fosse tudo fantasia.

Sei que a vida não é estática e sei que as coisas acontecem. É isso, as coisas A-C-O-N-T-E-C-E-M. Se é Deus ou destino, eu não sei... Hoje eu prefiro acreditar que as coisas podem sim melhorar. E isso pode levar um tempo considerável tendo em vista que nem tudo depende só da minha vontade, mas eu sei que para que uma grande e maravilhosa mudança aconteça sou EU quem preciso dar o primeiro passo. Fazer acontecer. Sou eu quem preciso enxergar a vida sob um novo prisma. Ninguém é feliz o tempo todo, entretanto, esse ano eu escolho tentar
.





Obs: Escolhi esse vídeo mais pela música do que pelo filme, que aliás, eu achei péssimo. Hehe

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Poeminha sofrido

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Alguns pedaços de papel
Com algumas frases soltas
E alguns pensamentos incompletos
Interrompidos
Desconexos
Esquecidos...
É o que eu tenho pra te dar.

Há também um coração
guardado em algum lugar
Perdido, sofrido
Pronto pra te explicar,
Se ainda fizer sentido,
A dor que é amar
sem ser correspondido.


"When you lose something you can't replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?"

                                     (Colplay - Fix you)