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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Limites

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O mundo dá voltas e a deixa enjoada. Pensar em tudo que fez, em todas as vezes que pensou em fazer e hesitou, e em todas as vezes que fez sem pensar, a deixam com essa maldita sensação de mal-estar. Ela para e pensa: Como diria Sartre, é a náusea, mais vez...
A pressão a opressão me calaram, mas aquele cálice me deixou livre.
Tão livre que eu não soube me adaptar.
O amor e o amar me aprisionaram e eu me senti tão fraca,
tão frágil que não pude aguentar!
Agora tenta não provar nada a ninguém porque sabe que não é necessário.
Contudo é difícil não abaixar a cabeça e curvar os ombros (tem suportado o mundo, e como pesa, meu deus!) quando todos à sua volta a olham estranho, assim de soslaio, e a julgam como se de algum modo estivesse contaminada com o vírus da liberdade - ou até da apatia.
É tão ruim assim viver sem convenções que te limitem? Pergunta-se diariamente...
Por que? Somos tanto!

sábado, 31 de outubro de 2009

É só saudade

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Parece amor, mas é saudade!
De todos os momentos juntos e mesmo
de quando você não estava aqui.
Saudade de quem você era e só hoje
percebo que te conheci, porque hoje você
não é mais. Ou ainda é e eu não reconheço.
Mas você ainda deve guardar aquele cheirinho
doce e deve ficar excitado com a ideia
de ver a lua de perto.
Parece amor, falando assim,
com essas lágrimas nos olhos e esse sorriso
meio bobo, mas é saudade... Só saudade
do tempo que sonhávamos juntos.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O novo

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Eu não sei o que me tornei
Não sei no que você me transformou
Ou o que a vida me forçou a ser
Só sei que depois daquele inverno
Eu me sinto bem melhor.




"Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera"
(Olavo Bilac)



...mas a minha agora que chegou! ( x